segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tomando posse das promessas de Deus numa perspectiva teológica existencialista


"...Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela." (Nm 13:30)

Nas sagradas escrituras, nos deparamos com inúmeras promessas de Deus para nossas vidas. Promessas que podem ser vivenciadas aqui e agora, e em toda sua plenitude no futuro. Partindo do princípio de que Deus, o qual nos prometeu à vida eterna, não pode mentir (Tito 1:2), devemos nos posicionar confiantemente no cumprimento de suas promessas. Nesse contexto, julgo ser válido considerar a teologia existencialista, através da "Fé" nas escrituras sagradas, numa perspectiva de meio para alcançar o que nos fora prometido pelas escrituras. O existencialismo é uma corrente filosófica e literária que destaca a liberdade individual, a responsabilidade e a subjetividade do ser humano. O existencialismo considera cada homem como um ser único que é mestre dos seus atos e do seu destino. O existencialismo afirma a prioridade da existência sobre a essência, segundo a célebre definição do filósofo francês Jean-Paul Sartre: "A existência precede e governa a essência." Essa definição funda a liberdade e a responsabilidade do homem, visto que esse existe sem que seu ser seja pré-definido. Durante a existência, à medida que se experimentam novas vivências redefine-se o próprio pensamento (a sede intelectual, tida como a alma para os clássicos), adquirindo-se novos conhecimentos a respeito da própria essência, caracterizando-a sucessivamente. Esta característica do ser é fruto da liberdade de eleição. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Existencialismo)
Como eleitos de Deus, temos a liberdade de escrever nosso presente e futuro. Tudo depende da maneira como escolhemos enfrentar à vida. Deus já nos mostrou o caminho. Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida..." A medida que experimentamos novas vivências por meio das escrituras, redefinimos nosso próprio pensamento acerca das promessas de Deus.
Apesar de Deus dizer de forma imperativa aos israelitas sobre a tomada da terra prometida "...Sobe, possui-a, como te falou o Senhor, Deus de teus pais: Não temas e não te assustes!" Dez dos doze espias enviados por Moisés a espiar a terra, retornaram cheios de incredulidades e de forma negativa tentaram influenciar a nação de Israel quanto ao desafio de se apropriar daquilo que Deus havia prometido. Num determinado momento, tiveram uma visão de que eram como gafanhotos diante dos olhos dos filhos dos Anaquins (gigantes-Nefilins), e diante de seus próprios olhos. Estavam agindo de forma contrária a fé que necessitavam para entrar na terra da promessa. Por conta da incredulidade, esta geração foi punida por Deus posteriormente. Porém, Calebe fez diferente, escolheu agir por fé diante daquilo que Deus havia prometido. Não se importou com os obstáculos. Antes fez calar o povo incrédulo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela.
A resposta de Calebe, nos ensina três coisas acerca dos obstáculos da vida: 1) Sempre surgirão em nosso caminho; 2) Devemos ultrapassá-los; 3) Podemos vencê-los, se como Davi confiarmos no Senhor; os Golias serão derrotados e venceremos.

Diante dos obstáculos da vida, não pare, não temas! Certamente Deus cumprirá a seu tempo todas as suas promessas. A exemplo de Calebe digamos de forma uníssona: Subamos e possuamos a terra! Soli Deo Gloria!!!

                               

Marco Mardine - Bacharel em Teologia (Fathel/Unifil), Bacharel em Filosofia (Sinal Faculdade), Licenciado em Filosofia (ISCH) e Pós-Graduado em Ciências da Religião (Sinal Faculdade).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A FÉ QUE OPERA MILAGRES


Texto: Lc 7:1-10

Entendo que nosso maior desafio a ser enfrentado no tempo presente, é de mantermos a chama de nossa fé viva frente a realidade pós moderna. Um dos maiores inimigos a serem resistidos chama-se RELATIVISMO e CIENTIFICISMO BÍBLICO. Uma das prédicas atuais tem sido: "não há verdade absoluta!" Partindo deste pressuposto, quão difícil passa a ser para a igreja contemporânea manter-se fiel aos princípios da palavra de Deus. Pois, se a consciência do homem pós moderno é de que não há verdade absoluta, logo a escritura sagrada passa a ser algo totalmente subjetiva e sem muita importância. A partir daí surgem os questionamentos: As escrituras sagradas não foram escritas acerca de 2000 anos atrás? Será que não houve erro por parte dos tradutores? Se a escritura bíblica é a verdade de Deus, porque há uma fragmentação na comunidade cristã? Se Jesus é o mesmo para todos os cristãos, porque então existem tantas igrejas? Meu intuito aqui, não é de gerar mais controvérsias a esse respeito, e sim, tentar levá-lo (a) a uma reflexão da realidade complexa e presente. A questão, está na relativização das coisas pelo processo científico. Entretanto, nesse caso, a escritura sagrada não pode ser julgada a partir desta ótica, pois toda a ciência necessita de um objeto de pesquisa e sendo assim, por ser Deus transcendental, ou seja, além dos limites do mundo e o autor das escrituras sagradas, torna-se impossível qualquer tentativa de passá-la no crivo da pesquisa científica. Precisamos olhar para a palavra de Deus numa perspectiva de "infalibilidade", e como verdade suprema e absoluta. Pois é o próprio Deus que se desnuda diante de nós para que vivamos aqui e agora sua própria existência. Porém, para isso o fator "fé" é de vital importância! Toda a cristandade geme a espera de milagres. Necessita-se do milagre da cura física ou emocional, da libertação espiritual, da provisão financeira e da vida profissional, do bom relacionamento conjugal e familiar e outros mais.
Segundo o evangelho de Lucas 7:1-10, temos a descrição de um certo oficial romano denominado pela narrativa bíblica de "centurião", pois possivelmente este comandava um exército de cem homens. Segundo a bíblia, um dos servos deste centurião encontrava-se enfermo, o que levou-o a buscar ajuda em Cristo por conta de sua fama que corria por toda parte. Este homem estava prestes a contemplar um milagre. Apesar de ser gentio, era possuidor de uma fé que até aquele momento Jesus não havia encontrado em Israel. Imagino que, tanto quanto eu, muitos estão a espera de um milagre! Para isso precisamos saber, qual o tipo de fé que opera milagres? Vejamos os elementos da fé do centurião:

1) Profunda humildade

A humildade é um pré-requisito para o milagre, pois da humildade precede a honra. Deus tem prazer em honrar nossa fé a partir deste princípio. Quando agimos de humildade, reconhecemos nossa insuficiência e incapacidade, demonstrando desta forma nossa total dependência Dele. Apesar do centurião gozar de uma certa popularidade e reconhecimento de sua autoridade, curvou-se diante de Jesus reconhecendo nele autoridade superior à sua própria.

2) Absoluta confiança no poder de Cristo sobre todas as forças invisíveis que flagelam a humanidade.
Temos ouvido nestes dias sobre diversos tipos de caos que a humanidade e a sociedade como um todo tem enfrentado. O caos do aquecimento global, o caos da corrupção, o caos das enfermidades virais, o caos da violência, o caos da prostituição, o caos da criminalidade, o caos da miséria, o caos da intolerância religiosa e também porque não dizer sobre o caos da "religião". Todos estes males são muitas das vezes forças invisíveis que tem flagelado a humanidade, bem como também a comunidade cristã. Não são poucos os que se sentem impotentes diante destas coisas, muitas das vezes, pela simples razão de não conhecerem e confiarem nas escrituras e no poder de Deus. Desta forma, vivem perplexos e desmotivados diante das intempéries da vida. Quando o Centurião viu Jesus se aproximando, correu ao seu encontro dizendo que não era digno que Jesus entrasse em sua casa. Disse que bastava uma só palavra que seu servo seria curado. Este homem sabia que quando um chefe ordena uma tarefa a seu servo, não precisa estar presente para a execução da mesma. Esta atitude do centurião demonstrou sua total confiança na autoridade e poder absoluto de Cristo.

É possível vivermos uma porção do Reino de Deus aqui e agora! Podemos superar os males emergentes, sobretudo, podemos viver os milagres de Deus a cada instante de nossas vidas. Entretanto, os dois elementos fundamentais que operam a fé, enumerados anteriormente, precisam ser praticados. É essa fé que opera milagres!!!

Pr. Marco Mardine - Bacharel em Teologia (Fathel/Unifil), Bacharel em Filosofia (Faculdade Sinal), Licenciatura em Filosofia (ISCH) e Pós Graduado em Ciências da Religião (Faculdade Sinal)