segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A ele ouvi


                             
Texto: Lucas 9:28-35
Romanos 10:17 relata que a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus. Do ponto de vista bíblico, para que vivamos à vida de Deus, não podemos desprezá-la, pois sem fé é impossível agradar a Deus. Em nosso contexto de mundo, existem "vozes" que tentam nos guiar na contra-mão de Deus. Podemos enumerar algumas delas: "As vozes do mundo secularizado e suas ideologias", do "nosso eu duro e soberbo que procura satisfação própria", do "intelectualismo filosófico e científico", da "política partidária", da "religião institucionalizada", da "democracia" (Leia-se, do povo) e do "diabo". Consideremos o que o texto em questão tem a nos dizer!
Jesus havia subido ao monte com o propósito de orar, levando consigo três de seus discípulos: Pedro, Tiago e João. Enquanto Ele orava, a aparência de seu rosto se transfigurou e suas vestes se resplandeceram de brancura. Eis que dois homens falavam com ele: Moisés e Elias, os quais apareceram em glória e falavam de sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém. Na ocasião Pedro e João viram a sua glória e os dois homens que com ele estavam. Ao se retirarem estes de Jesus, Pedro lhes disse: Mestre, bom é estarmos aqui; então, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés, e outra de Elias, não sabendo, porém, o que dizia. Enquanto assim falava, veio uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de medo ao entrarem na nuvem. E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi.
A fé que necessitamos para vencer o mundo e seu sistema, não vem pelo "ouvir as vozes mencionadas anteriormente", mas, pelo ouvir a palavra de Deus. O próprio Jesus, o verbo encarnado, é a palavra revelada que vem a nós trazendo-nos esta substância poderosa chamada "fé". Observe que vendo os discípulos a Moisés e Elias, Pedro numa tentativa de desviar Jesus da cruz diz: Mestre, bom é estarmos aqui, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés e outra de Elias. Moisés era o que dava testemunho da lei e Elias dos profetas. Na ocasião, Pedro também tentava mostrar a equivalência de Jesus, Moisés e Elias. Porém, enquanto Pedro falava, veio uma nuvem e os envolveu; e encheram-se de medo ao entrarem na nuvem. A voz que se movia na nuvem dizia: Este é meu Filho, meu eleito, a ele ouvi. Neste momento da transfiguração de Cristo, houve uma manifestação transcendental da parte de Deus. O objetivo foi apontar a superioridade de Jesus e a linearidade do evento messiânico que estava se cumprindo nele, e que fora predito pela lei no Sinai e pelos profetas veterotestamentário. A manifestação sobrenatural de Moisés e Elias no monte da transfiguração confortava Jesus dizendo estar próxima sua partida, Gr. exodon, “êxodo”. Refere-se à obra redentora de Cristo na cruz, à ressurreição e ascensão. Em suma, o que Deus queria mostrar-lhes, é que os discípulos de Jesus não deveriam se preocupar em ouvir ninguém mais a não ser o próprio Cristo. Ele disse na nuvem de glória: Este é meu Filho, meu eleito; a ele ouvi. Não permitamos ser guiados por nenhum tipo de voz a não ser a de Cristo. As escrituras são de fato as palavras do Cristo ressurreto! Tenhamos cuidado! Nada  deve sobrepor a voz das escrituras sagradas, nem mesmo as vozes, "de pastores, missionários, evangelistas, apóstolos, mestres, intelectuais e filósofos".  Como disse Martinho Lutero: "Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias." Tudo que precisamos saber a respeito de nossa origem, questões circunstanciais, futuro etc... Encontramos, na voz de Jesus expressa nas escrituras. Lembre-se, Deus diz: "A ele ouvi!"

         
Marco Mardine - Bacharel em teologia (Fathel/Unifil), Bacharel em Filosofia (Faculdade Sinal), Licenciado em filosofia (ICSH) e Pós graduado em Ciências da Religião (Faculdade Sinal)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tomando posse das promessas de Deus numa perspectiva teológica existencialista


"...Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela." (Nm 13:30)

Nas sagradas escrituras, nos deparamos com inúmeras promessas de Deus para nossas vidas. Promessas que podem ser vivenciadas aqui e agora, e em toda sua plenitude no futuro. Partindo do princípio de que Deus, o qual nos prometeu à vida eterna, não pode mentir (Tito 1:2), devemos nos posicionar confiantemente no cumprimento de suas promessas. Nesse contexto, julgo ser válido considerar a teologia existencialista, através da "Fé" nas escrituras sagradas, numa perspectiva de meio para alcançar o que nos fora prometido pelas escrituras. O existencialismo é uma corrente filosófica e literária que destaca a liberdade individual, a responsabilidade e a subjetividade do ser humano. O existencialismo considera cada homem como um ser único que é mestre dos seus atos e do seu destino. O existencialismo afirma a prioridade da existência sobre a essência, segundo a célebre definição do filósofo francês Jean-Paul Sartre: "A existência precede e governa a essência." Essa definição funda a liberdade e a responsabilidade do homem, visto que esse existe sem que seu ser seja pré-definido. Durante a existência, à medida que se experimentam novas vivências redefine-se o próprio pensamento (a sede intelectual, tida como a alma para os clássicos), adquirindo-se novos conhecimentos a respeito da própria essência, caracterizando-a sucessivamente. Esta característica do ser é fruto da liberdade de eleição. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Existencialismo)
Como eleitos de Deus, temos a liberdade de escrever nosso presente e futuro. Tudo depende da maneira como escolhemos enfrentar à vida. Deus já nos mostrou o caminho. Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida..." A medida que experimentamos novas vivências por meio das escrituras, redefinimos nosso próprio pensamento acerca das promessas de Deus.
Apesar de Deus dizer de forma imperativa aos israelitas sobre a tomada da terra prometida "...Sobe, possui-a, como te falou o Senhor, Deus de teus pais: Não temas e não te assustes!" Dez dos doze espias enviados por Moisés a espiar a terra, retornaram cheios de incredulidades e de forma negativa tentaram influenciar a nação de Israel quanto ao desafio de se apropriar daquilo que Deus havia prometido. Num determinado momento, tiveram uma visão de que eram como gafanhotos diante dos olhos dos filhos dos Anaquins (gigantes-Nefilins), e diante de seus próprios olhos. Estavam agindo de forma contrária a fé que necessitavam para entrar na terra da promessa. Por conta da incredulidade, esta geração foi punida por Deus posteriormente. Porém, Calebe fez diferente, escolheu agir por fé diante daquilo que Deus havia prometido. Não se importou com os obstáculos. Antes fez calar o povo incrédulo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela.
A resposta de Calebe, nos ensina três coisas acerca dos obstáculos da vida: 1) Sempre surgirão em nosso caminho; 2) Devemos ultrapassá-los; 3) Podemos vencê-los, se como Davi confiarmos no Senhor; os Golias serão derrotados e venceremos.

Diante dos obstáculos da vida, não pare, não temas! Certamente Deus cumprirá a seu tempo todas as suas promessas. A exemplo de Calebe digamos de forma uníssona: Subamos e possuamos a terra! Soli Deo Gloria!!!

                               

Marco Mardine - Bacharel em Teologia (Fathel/Unifil), Bacharel em Filosofia (Sinal Faculdade), Licenciado em Filosofia (ISCH) e Pós-Graduado em Ciências da Religião (Sinal Faculdade).